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Você já fez as contas de quanto tempo do seu dia ocupa com seu trabalho? No dia 1° de maio comemoramos o Dia do Trabalhador e de São José Operário, seu padroeiro. E mais do que um descanso propício nesse momento, há uma reflexão conveniente a se fazer: se no Batismo Deus nos chamou a uma vocação santa, conferindo-nos a missão “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15), por que consideramos o trabalho exclusivamente como fonte de recurso financeiro e não um meio de realização diária de nossa santidade?

Não é preciso aqui se fazer distinção profissional ou de condições de emprego, trata-se do trabalho humano em geral. Em qualquer classe ou circunstância, quando se visa somente o dinheiro ou o sucesso, abre-se a brecha para a tibieza espiritual, a falta de mansidão e a perda da humildade – três grandes inimigas da vida cristã. Há de se compreender que, no aspecto das dimensões humanas, a espiritual e a profissional não podem se dissociar, pois não existe outro sentido para o ofício do homem senão a glória de Deus! Os cristãos são os colaboradores do Reino que não terá fim (Lc 1,33), cuja obra permeia toda a vivência social, inclusive o âmbito do trabalho – tudo por Cristo e unidos a Ele.

 Em consonância, São Josemaria Escrivá nos apresenta uma bela compreensão sobre o sentido da profissão para o homem: é possível e necessário converter o trabalho em oração. De Deus recebemos dons que nos capacitam em nossa vocação. Resta-nos, portanto, ofertar por amor ao Senhor os mesmos dons em nosso ofício, almejando a perfeição.“Que vos aperfeiçoeis mais e mais. Procurai viver com serenidade, ocupando-vos das vossas próprias coisas e trabalhando com vossas mãos” (1Ts 4,11). Com isso, entendemos que no exercício profissional do cristão não há espaço para mediocridade, mas sim convêm a caridade e a retidão. “Tens de comportar-te como uma brasa incandescente, que pega fogo onde quer que esteja”, finaliza Escrivá.

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