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Admitem-se como práticas de penitência interior na vida cristã três principais formas: o jejum, a esmola e a oração, as quais, segundo o Catecismo da Igreja Católica, “exprimem a conversão com relação a si mesmo, a Deus e aos outros”.

Ao tratar especificamente do jejum, rapidamente se recorda o quarto mandamento da Igreja, que diz respeito a jejuar e abster-se de carne conforme a preparação para as festas litúrgicas. Na mesma perspectiva, faz-se memória do Evangelho de São Mateus, a qual descreve a provação sofrida por Jesus no deserto durante quarenta dias, em que foi tentado pelo demônio por três vezes.

Mas por que motivo precisamos insistir no jejum quaresmal?

O próprio Catecismo nos exorta de que no jejum se encontra uma das formas mais eficazes de se adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração. Ora, se um dos objetivos da quaresma é fazer com que o cristão adentre com maior profundidade no mistério de Jesus no deserto, colocar em prática o jejum nada mais é do que um ímã entre o ser humano e Deus ao facilitar a transformação espiritual do homem na renúncia ao desejo de satisfazer os próprios sentidos com atitudes consumísticas. Portanto, é importante abster-se de certos alimentos, bebidas, bens materiais e hábitos, porém, sobretudo é necessário haver uma genuína abstinência de pecado. Por fim, para exercitar dignamente essa forma de penitência interior não nos esqueçamos das sábias palavras do Papa Francisco: “jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de devorar tudo, satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração”.

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